Emmanuel de Lutzel, chefe de microfinança internacional no banco francês BNP Paribas, falou do poder da microfinança para tirar pessoas da pobreza e criar um impacto social efetivo quando conduziu o Fórum de Greencoat no Centro de IM em Londres, em 8 de Maio. Esta noite teve a co-organização de Iniciativas para os Negócios de Caux.
Emmanuel de LutzelDe Lutzel, que falava em nível pessoal mais que como um representante do banco, contou como a microfinança começou nos anos 70 quando o economista Muhammad Yunus emprestou $25 a um grupo de mulheres em Bangladesh. Quando foi pago, Yunus decidiu expandir a iniciativa. De Lutzel explicou que, 30 anos depois, o setor de microfinança empresta para cerca de 150 milhões de credores, o que causa impacto nas vidas de um bilhão de pessoas.
De Lutzel trabalhou no setor bancário por 25 anos mas, além disso, esteve envolvido em ética empresarial em nível nacional. Ele é membro da diretoria da Transparência Internacional – França, uma organização anticorrupção, e também é membro da diretoria de Iniciativas de Mudança na França. Apesar de ser socialmente ativo, ele pensou que deveria estar fazendo algo mais e em 2005 seu chamado veio enquanto lia a revista The Economist. O ano de 2005 era o Ano da Microfinança e enquanto o BNP Paribs estava envolvido em iniciativas de apoio a microfinança na França como parte de sua política de Responsabilidade Corporativa Social, eles estavam financiando apenas dois pequenos projetos-piloto de microfinanças para o exterior, na Guiné e em Marrocos. Eles precisam agora ser replicados para 10 outros países.
De Lutzel foi inspirado pelo que leu e ouviu sobre o potencial da microfinança num impacto social. Ele começou como um voluntário de campo pela Adie, uma organização de microfinança francesa, e propôs aos colegas do banco a juntarem-se. A resposta foi animada. ‘Eu estava realmente surpreso pelo número de pessoas que aderiram’, disse ele. Então ele transformou este ‘hobby’ em trabalho, trabalhar em tempo integral pela microfinança, começando com a proposta ao Comitê Executivo do banco para lançar uma iniciativa global para investir em microfinança em nível internacional.
De Lutzel também falou de seu papel na coordenação de uma rede de voluntários que ou estavam trabalhando no setor bancário ou estavam recentemente aposentados. ‘Foi importante para nós ter a ajuda de pessoas com experiência financeira’. Ele viu a atual crise financeira como crise moral que foi ‘uma oportunidade para um novo paradigma na ética bancária’. Ele notou que a palavra ‘crédito’ vem de ‘credo’ em latim, que significa confiança, crença e comprometimento.
Cheryl Gallagher